Tratamento da esclerose múltipla no SUS terá menos efeitos adversos
Saúde

Tratamento da esclerose múltipla no SUS terá menos efeitos adversos

Tratamento da esclerose múltipla no SUS terá menos efeitos adversos

Fumarato de dimetila será primeira opção de tratamento da doença no Sistema Único de Saúde

Pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR) agora poderão encontrar no Sistema Único de Saúde (SUS) tratamento que apresenta maiores benefícios e menos efeitos adversos comparados aos demais já disponibilizados para a doença. O fumarato de dimetila agora será a primeira opção de linha de tratamento para esses pacientes. A medida entrará em vigor em até 180 dias, a contar da data de publicação da Portaria nº 65/2019.

O medicamento já fazia parte do tratamento para a doença no Sistema Único de Saúde (SUS), mas como segunda opção terapêutica. Anteriormente, era indicado para os casos que não apresentassem a melhor resposta ou que apresentassem falha a qualquer medicamento da primeira linha de tratamento. Contudo, estudos avaliados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) comprovaram segurança, benefício e custo-benefício do medicamento para o tratamento, também, como primeira linha.

Em termos de custo-efetividade e de impacto orçamentário, há expectativa de possível economia de recursos com a utilização do fumarato de dimetila em primeira linha terapêutica. Estima-se economia progressiva de até R$ 6,2 milhões nos primeiros cinco anos da incorporação.

Esclerose múltipla

Estima-se que haja cerca de 2,3 milhões de pessoas vivendo com esclerose múltipla no mundo. – Foto: VSRao/Pixabay

O que é?

A esclerose múltipla é uma doença que ataca as células nervosas do paciente, afetando principalmente o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Esta doença atinge adultos na faixa de 18 a 55 anos de idade, sendo mais comum em mulheres e pessoas brancas, levando a importantes consequências físicas e cognitivas, como dor, problemas com a visão, de equilíbrio e perda de força.

Estima-se que haja cerca de 2,3 milhões de pessoas vivendo com esclerose múltipla no mundo. No Brasil, sua prevalência pode variar de 1,36 a 27,7 casos por 100 mil habitantes, de acordo com a região. Em 2018, foram investidos mais de R$ 279 milhões para aquisição de medicamentos para tratamento da doença no SUS, atendendo 15.689 usuários.

Fonte: Agência Brasil – Com informações do Ministério da Saúde

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