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Inverno exige atenção contínua contra a dengue
Saúde

Inverno exige atenção contínua contra a dengue

Inverno exige atenção contínua contra a dengue

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, alerta que o Aedes aegypti continua circulando durante todo o ano e que os ovos do mosquito podem permanecer vivos por mais de 300 dias sem contato com a água, favorecendo novos ciclos de transmissão quando voltam o calor e as chuvas.

Isso significa que, mesmo no inverno e com redução das temperaturas, os cuidados contra a dengue não podem ser interrompidos.

Até o momento, Uberaba registrou 6.280 notificações de dengue, com 178 casos confirmados em 2026. No mesmo período de 2025, o município contabilizava 25.362 notificações e 5.361 casos confirmados, o que representa uma redução expressiva neste ano.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o cenário epidemiológico é resultado das ações permanentes de vigilância e controle desenvolvidos ao longo de todo o ano. As equipes de Agentes de Combate às Endemias (ACE) fazem visitas domiciliares diariamente, bem como a eliminação de criadouros e bloqueios em áreas prioritárias, e também levam orientações à população.

A imagem mostra uma visão ampliada de um mosquito  com longas pernas e um probóscide para se alimentar.

Foto: Magnific

O trabalho é reforçado pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e por atividades educativas em escolas, empresas, instituições e bairros com maior número de notificações.

Durante o período de maior transmissão, também foram utilizadas estratégias como o uso de drones, implantação de ovitrampas para monitoramento da infestação e aplicação de inseticida (fumacê) em áreas críticas, conforme critérios técnicos.

“O inverno não significa que o mosquito desapareceu. A circulação do Aedes pode diminuir, mas não é interrompida. Os ovos permanecem resistentes no ambiente e podem eclodir rapidamente quando encontram água e temperaturas mais elevadas. Por isso, a prevenção precisa continuar durante todo o ano, especialmente com a vistoria semanal dos imóveis e a eliminação de qualquer recipiente que acumule água”, destacou a diretora de Vigilância em Saúde, Fernanda Oliveira.

Os principais criadouros continuam sendo encontrados dentro das residências. Entre eles estão vasos de plantas, bebedouros de animais, recipientes que acumulam água, lixo e materiais descartados inadequadamente, além de calhas, ralos, caixas de descarga, piscinas, floreiras e reservatórios de água.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a participação da população é fundamental para manter os resultados alcançados e evitar novos surtos nos próximos meses.

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